Rio de Janeiro, 17 anos. Sonha em ser escritora. Ama chocolate e sorvete! Viciada em animes, k-pop, doramas e livros de ficção.
O blog não tem metas, e nunca terá, pois ele nasceu apenas com o intuito egoísta de matar o tédio da autora. A dona? Ela poderia estar salvando o mundo, fazendo a diferença em algum lugar, porém ela está aqui, sentada em uma cadeira de olhos bem grudados na tela, digitando estas palavras que talvez não possuem significado algum [...] Sabe a vida? Ela é um jogo, um tabuleiro, na verdade. Mas você liga? Provavelmente não... Mas chega a hora que você terá que mover as peças antes que o tabuleiro vire.

PRIMEIRO CAPÍTULO DE A DANÇA DAS PALAVRAS

CENA 1: Contextualização

Uma coisa que você precisa saber sobre os filmes colegiais americanos: eles são falsos.

As animadoras de torcida não são todas siliconadas e com cérebro deteriorado por água oxigenada do cabelo, os jogadores de futebol não são tão bons assim e não são todos burros e desejados pelas garotas, os rockeiros não são lá muito anti-sociais e sombrios e os nerds não são todos bons em computadores e games. Eles também não usam a calça nas costelas com gravata, óculos de fundo de garrafa e não tem cara cheia de espinhas. E, claro, as pessoas não são amigas só de quem é exatamente igual a elas. Nem todo mundo tem dinheiro pra caralho pra fazer uma festa de última hora. E, depois das festas, as pessoas não tiram notas altas, milagrosamente...

Quando você chega no Colegial, se você, como a maioria, foi criado assistindo esses filmes e séries, toma um choque. Porque não, quando houver algum problema, não vamos começar a cantar e dançar e milagrosamente ter uma solução no fim da música.

Mas... algumas coisas podem ser bastante semelhantes com a ficção, sim.

- Quem mandou você falar pro diretor que eu quebrei o vidro do carro dele, seu merda? - o som metálico ressoou por todo o longo corredor vazio quando o garoto foi jogado contra os armários azuis.

Mas não é como se o outro realmente esperasse uma resposta.

Logo o socou no maxilar e o garoto cambaleou para o lado, mas o garoto com botas não ia deixá-lo apagar agora. Ainda não.

- Na na não. - esboçou um sorriso malicioso e o puxou para cima facilmente pela gola da camisa, o prensando contra os armários. O outro fechou os olhos com força, soltando um gemido. - Eu acho bom você ficar bem na sua, Hamilton. Se não o diretor saber que você desflora a afilhadinha dele vai ser o menor dos seus problemas! - alertou, sarcasmo escorrendo dos cantos dos lábios encurvados.

É, algumas coisas nunca mudam.

- Pode ir. - falou, arrancando-o dos armários e dando um pequeno empurrão em suas costas. Andou calmamente até sua mochila do outro lado do corredor. Tirou-a do chão e colocou sobre um dos ombros. O delator andava na direção contrária, seguindo o princípio básico de "não corra de um cachorro bravo, ou ele vai correr atrás de você", olhando de vez em quando para trás, o corpo tremendo levemente. O garoto de preto girou nos calcanhares.

- Ei! - o outro congelou, mesmo a metros de distância - Sabe que horas são?
- Ham... Nove e.. nove e quarenta. - respondeu, as sobrancelhas franzidas.

O outro repuxou os lábios para baixo, como se analisasse o horário.

- Okay. Obrigado. - sorriu de lado e então soltou um riso enquanto arrumava o cabelo com as mãos, vendo a reação confusa do moreno. - Ei, eu só perguntei as horas. Calma. - levantou as mãos como se se rendesse e então bateu continência.

O garoto do outro lado do corredor arfou e começou a andar mais rápido enquanto o som das botas do maior ecoava alto, este com as mãos enfiadas nos bolsos do jeans preto e um sorriso de lado no rosto, caminhando para a próxima aula.

                                                                    [~]
O cheiro doce exalava por toda a sala, e todos checavam os seus fornos de cinco em cinco minutos, só para ver se já podiam comer seus deveres. Era aula de culinária e eles estavam fazendo biscoitos com gotas de chocolate e cobertos com glacê - uma versão menos açucarada, o que o deixava mais comestível -, eram tantas formas, enfeites e sacos de confeiteiro que o garoto não sabia mais se estava numa aula de culinária ou de artes. Se perguntava pela 55ª vez naquele dia por que diabos ele tinha entrado nessa aula, afinal.
O trabalho era em dupla e isso causava um monte de gritos, risadas e conversas simultâneas pela sala, que faziam sua cabeça querer explodir.

Graças ao Papai Noel, biscoitos eram a única coisa que ele sabia fazer. Pelo menos sem precisar de uma ligaçãozinha básica para o corpo de bombeiros, claro.

Passando a mão pelo cabelo compulsivamente e deslizando-a para o rosto, concluiu que só entrou nessa aula pela necessidade de sobrevivência caseira, já que sua mãe não sabia nem fritar um ovo e, além do mais, estava obcecada por comidas saudáveis não só medicamente como espiritualmente falando.

Ele não estava nem aí para chákras abertos e energias positivas, ele queria um maldito strogonoff com batatas fritas!

Se engana quem pensa que nessas aulas só tem meninas. Pelo contrário, há muitos garotos, também. Uns vão para tentar pegar meninas, outros vão em alternativa a ter que fazer algum esporte ou dissecar sapos.

O garoto se perguntava se algum deles estava ali pela necessidade de comer alguma coisa que não fosse macarrão de pacote.


Oh stupid cupid

Hayo, silver!

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